EDUCAÇÃO PERINATAL
A preparação para a experiência do parto já era ensinada e defendida desde a década de 30, quando estudiosos buscavam alternativas para a mulher diante da obstetrícia supermedicalizada. Todos tinham o objetivo de usar técnicas físicas ou psicológicas , não farmacológicas para a prevenção da dor no parto ensinadas e apresentadas durante o período gestacional.
Grantly Dick-Real em 1933 passou a ensinar exercícios respiratórios, de relaxamento e de fortalecimento muscular às gestantes por acreditar que o medo e a tensão causavam a dor. Suas idéias ainda têm influenciado muitos autores e organizações mundiais atualmente. O médico Lamaze introduziu no Ocidente, na década de 50, um método de conscientização para gestante que visava exercícios, apoio psicológico e ensinamento à mulher sobre os mecanismos biológicos e fisiológicos do ciclo gravídico puerperal . Em 1965 o obstetra Robert A Bradley mostrou acreditar que o parto é um processo natural o qual as mulheres podem suportá-lo sem drogas ou intervenções. E que também os companheiros são um fator crítico no sucesso do parto. Muitos atribuem a ele os passos iniciais para a possibilidade de os pais estarem presentes na sala do parto.
A preparação para o parto moderna expandiu seus horizontes a partir desses primeiros estudos. Objetivando proporcionar na mulher o sentimento de autoconfiança crescente a medida que o parto se aproxima. A educação Perinatal seria a oferta de serviço benéfica a gestante e seus familiares, ajudando a lidar com as experiências, a cuidar de si mesma durante a gravidez, bem como prepará-los para o parto e maternidade.
Ely Cecília e Fernanda Raquel , Enfermeiras Obstetras