segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Posições como não ficar somente deitada na cama ... Técnicas de alívio para desconforto da dor.




Quando o trabalho de parto começa a incomodar, a grávida precisa de posições variadas que tragam alívio e conforto. Sob orientação da doula Ana Cristina Duarte, sugerimos algumas. São simples e podem ser feitas ainda em casa e até no chuveiro. Relaxe! (texto de Patrícia Cerqueira)
Dicas úteis

As posições devem ser iniciadas assim que as contrações incomodarem.


  • Água morna é uma grande amiga da grávida porque alivia a dor e relaxa. Coloque toalhas dobradas sobre o chão do boxe, caso queira se ajoelhar ou sentar.




  • Sempre que a contração vier, mantenha a respiração calma.




  • As posições que provocam mais incômodo do que alívio devem ser evitadas. Posição boa é aquela que conforta.




  • Dá para relaxar até mesmo no centro obstétrico. Se for possível, improvise com a maca, lençóis, travesseiros.

    Descanso sobre o solo: ótima para relaxar, especialmente se as contrações estiverem próximas umas das outras. Afaste os joelhos e abrace uma pilha de travesseiros.
    Repouso: no intervalo entre as contrações, os travesseiros no meio das pernas confortam, porque ampliam o espaço pélvico e da bacia.
    Posição de Sims: na contração, puxe o joelho para o corpo, afastando bem as coxas.
    Rotação: com as pernas afastadas, você deve apoiar-se em um móvel não muito baixo, como na foto. Aí, faça movimentos de rotação dos quadris. Entre as contrações, a postura alivia a dor nas costas e ajuda a encaixar o bebê.

    Cócoras alternadas: na contração, apoiada, agache com as pernas abertas. O movimento ajuda a aumentar o espaço interno da bacia e a encaixar o bebê. Entre as contrações, levante-se, mas mantendo-se inclinada.
    Dica: o ideal é agachar com a planta dos pés no chão. Se não der, use um travesseiro de apoio, como abaixo.
    Assimetria: na contração, ajoelhe sobre um apoio. A outra perna fica aberta. Alterne os lados. A posição ajuda o bebê a se encaixar.
    Massagem: sente ao contrário numa cadeira sem braços. O quadril fica afastado o máximo do encosto, para você receber massagem na região lombar durante as contrações.
    De joelhos: a posição estimula a abertura da bacia. Faça-a sobre um colchão ou almofadas, com os joelhos afastados, os dedões dos pés tocando-se e inclinando-se sobre um apoio, como na foto. Um travesseiro entre os tornozelos aumenta o conforto.
    Prece maometana: relaxa quando as contrações estão aceleradas. Abre a bacia e alonga as costas. Posições em que a mulher fica debruçada auxiliam o encaixe do bebê.
    De gatinhas: a postura facilita o encaixe do bebê e também diminui a pressão na parte debaixo da barriga e nas costas.
    A dois: a posição de cócoras abre o espaço interno da bacia, aliviando a dor. Durante as contrações, apóie-se em um lençol enrolado, sustentado por seu marido, e solte o corpo. O mesmo movimento pode ser feito com você apoiada nas pernas do companheiro, como na foto mais à direita.











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    segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

    Verão e proteção na pele da gestante.

     Nesse verão (férias...precas...praia) o sol está mais perigoso, e eu não podia deixar de comentar sobre proteção na pele. Eu ando com meu protetor na bolsa, porque aqui no sertão é sol de raxar a cucuruca..kkk... Mãe e lactentes precisam prestar atenção nisso também...Daí lendo esse texto coloquei aqui para vocês se informarem. Depois comentam o produto que vocês usam... 


    Um  estudo  publicado por pesquisadores suíços confirma uma suspeita antiga dos médicos: substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer armazenadas na gordura do corpo durante semanas, especialistas sugerem evitar seu uso desde a gestação.

    A descoberta revela que bebês estão sendo expostos a composições químicas com potencial tóxico. “Cérebro, órgãos sexuais, pulmões e inúmeras glândulas estão em formação nestas crianças, ainda muito novas. Não se sabe o que essa contaminação pode causar”, alerta o cosmetologista Maurício Pupo, consultor em desenvolvimento cosmético e coordenador da pós-graduação em cosmetologia da Unicastelo.

    A suspeita já existia porque estudos anteriores tinham verificado a presença de algumas substâncias de protetores na urina e no sangue de adultos. “Se o produto penetra na pele e segue para o sangue, era razoável pensar que ele também poderia ir para o leite materno, em mulheres lactantes”, comenta Pupo.

    A taxa de contaminação das lactantes não é pequena. No estudo suíço, realizado com 54 mulheres na Universidade de Zurique, 85,2% das amostras de leite materno tinham algum resquício de protetor solar.
    “O que chamamos de protetor solar é, na verdade, uma combinação de 20 a 30 substâncias químicas diferentes na formulação. Algumas requerem atenção”, adverte o especialista.
    Existem três substâncias que são particularmente problemáticas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Elas são chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs), que podem permanecer acumulados nos tecidos gordurosos de organismos vivos, dentre eles os seres humanos.
    “Essas substâncias estão presentes em cerca de 30% dos protetores comercializados no País”, afirma Pupo. E como os protetores são produtos cosméticos, na classificação da Anvisa, todos podem ser vendidos livremente, sem qualquer receita.

    Danos à reprodução
    O cosmetologista cita estudos mais antigos, nos quais ficou comprovado que as substâncias 4-MBC e 3-BC afetam o sistema reprodutor de animais. “Elas podem desequilibrar o comportamento sexual feminino, alterar o tamanho da próstata e causar alguns desequilíbrios endocrinológicos”, aponta o especialista. “Em ratos, o crescimento ficou mais lento e a puberdade, postergada”, acrescenta.
    Isso acontece, explica Pupo, porque os POPs agem sobre os mesmos receptores do estrógeno, o hormônio feminino. “O organismo pode se confundir”, afirma.

    Estes efeitos danosos foram comprovados em animais, não em humanos. “Os protetores são amplamente usados no Brasil e não há relatos de complicações por seu uso”, pondera o dermatologista Sérgio Schalka, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-SP).

    Como prevenir
    Na dúvida, o cosmetologista recomenda evitar os protetores com as substâncias suspeitas. “Sei que os nomes são complicados para decorar, mas pessoas alérgicas são obrigadas a andar com listas enormes de substâncias que não podem usar”, comenta Pupo.
    Ele recomenda algo parecido às grávidas e lactantes. “Anote o nome das substâncias e solicite ao farmacêutico um protetor solar livre delas”, orienta. ( ou pergunta ao seu obstetra...)

    Quanto usar
    Tendo em mãos um protetor solar adequado para gestantes e lactantes, a mulher deve ter cuidado para usá-lo corretamente. O ideal é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata.
    Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo. Elas devem ser espalhadas de maneira homogênea e reaplicadas a cada duas horas. Se a pessoa passar menos protetor, o efeito dele passa a ser menor. Banhos de mar ou de piscina prolongados, com mais de 30 minutos, aceleram bastante a eliminação do protetor. (daí muito creme na barriguinha...barriga...barrigona...)