quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perda de peso pós-parto reduz risco de incontinência urinária, diz estudo

        Muitas pessoas acreditam que os quilinhos adquiridos durante a gravidez - particularmente na região do abdome - podem aumentar os riscos de incontinência urinária da mulher após o parto. Porém um novo estudo sugere que o que realmente influencia as chances de a nova mamãe ter vazamentos involuntários de urina é o peso perdido após o nascimento do bebê.
        Segundo os pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, a incontinência urinária é associada à gravidez por si só, com muitas mulheres tendo o problema durante a gestação e, em algum momento da vida após o nascimento, principalmente quando tiver sido por parto normal. Entretanto, a análise de 13 mil mulheres durante sua primeira gravidez mostrou uma fraca relação entre o ganho de peso na gestação e o risco de incontinência urinária nesse período, e não foi observada nenhuma relação entre esse ganho de peso na gravidez e os riscos de incontinência seis meses após o nascimento.
        Por outro lado, o peso após a gestação pareceu ter influência no risco. Aquelas que perderam mais peso após o parto apresentaram menor risco de ter incontinência urinária: entre as mulheres que tiveram incontinência na gestação, cada quilograma perdido após o parto reduzia em 2% o risco de permanecer com o problema seis meses após o nascimento. E as que engordaram após a gravidez pareciam ter maior probabilidade de ter o problema de vazamento involuntário de urina seis meses mais tarde.
        Os especialistas destacam que os resultados são surpreendentes. “Por décadas, os obstetras assumiam que o ganho de peso durante a gestação, em grande medida, poderia explicar o pico de incontinência urinária durante a gravidez, mas faltam as provas científicas da hipótese”, destacou o pesquisador Stian Langeland Wesnes, acrescentando que outros fatores devem desencadear o incontinência nesse período da vida da mulher.
        No entanto, os autores não sabem explicar as razões de o peso adquirido apenas após a gravidez ter influência nesse risco. Uma possível razão seria o fato de que, entre as mulheres não grávidas, o maior contribuinte para o ganho de peso seja a gordura corporal, enquanto as gestantes ganham peso principalmente por causa do feto, da placenta e de fluidos corporais. Por isso, eles especulam que esse aumento no risco das mulheres não grávidas se deve a algum fator associado à gordura, como possíveis alterações hormonais.
Fonte: American Journal of Epidemiology. 20 de agosto de 2010.
         Por volta de 1945, o médico ginecologista norte americano Arnold Kegel (pronuncia-se Kêguel) reparou que suas pacientes que sofriam de incontinência urinária após a gestação apresentavam quase sempre um visível enfraquecimento da MAP. A partir desta correlação ele imaginou que o fortalecimento da MAP deveria corrigir a incontinência urinária, e o guiou a desenvolver uma série de exercícios para a reabilitação desta musculatura, conhecidos hoje como Exercícios de Kegel em sua homenagem.
         Kegel descreveu resultados surpreendentes: praticamente todas as pacientes tiveram resultados positivos. Foi registrado, em todas elas, no mínimo alguma redução na incontinência, sendo que em alguns casos o problema havia sido totalmente eliminado. Interessante , não é? Clique aqui e exercite-se.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chegou a hora? É possível ter contrações e não estar em trabalho de parto?

Sim. As constrações são como fortes dores menstruais.Seu bebê pode nascer 15 dias antes da data provável ou quase 15 dias depois. Você pode estar em falso trabalho de parto se seu colo do útero não estiver dilatando (o médico pode confirmar isso em um exame).Se as contrações forem irregulares e não forem ficando cada vez mais intensas ou se a cólica forte que você sente na barriga ou nas costas melhorar logo, tome um banho morno ou peça uma massagem.

Não é nada impossível ter contrações por três dias seguidos e mesmo assim não estar oficialmente em trabalho de parto. Principalmente em mulheres que serão mês pela primeira vez. Se as contrações vierem em intervalos de cinco minutos, depois sete, depois oito, depois cinco, depois oito de novo, é provável que o corpo esteja só treinando. Arme-se de paciência e acompanhe as contrações, até elas pegarem ritmo e força. Caminhe, sente, levante, dançe, chore, rebole, assista televisão, coma. O tempo passa.

Dá para saber se o trabalho de parto vai acontecer logo?

Às vezes. Embora você não saiba de nada, seu corpo começa a se preparar para o parto antes de o bebê nascer. Quando o trabalho de parto de verdade começa, em muitas mulheres o colo do útero já tinha começado há tempos a dilatar e afinar.

Também são sinais da aproximação do trabalho de parto:

• O bebê encaixa (a barriga fica mais baixa)
• Aparecimento de um "sinal" (uma secreção mucosa amarronzada ou com rajas de sangue)
• Contrações de treinamento mais frequentes e mais fáceis de notar.
 
Se nós conseguimos acompanhar a dinâmica do seu parto dentro da maternidade, você pode escolher estar em sua casa vivenciando seu trabalho de parto bom e ir para maternidade apenas parir. Basta estar bem informada dos sinais de trabalho de parto e acompanhada de alguém que te passe calma e tranquilidade para que tudo ocorra bem. Converse isso durante o pré natal.

Práticas em obstetrícia que reduzem a mortalidade infantil

      Essa semana que passou participei de um videoconferência como estratégia de Redução da Mortalidade Infantil nas regiões da Amazônia legal e Nordeste pelo Ministério da Saúde. O ciclo de debates é uma estratégia de atualização profissional em temas prioritários para a Redução da Mortalidade infantil, tendo em vista o compromisso para acelerar a Redução das desigualdades da Região Nordeste e Amazônia Legal.
     Tendo o intuito de circular experiências de humanização no campo da atenção obstétrica e neonatal e disseminar tecnologias de cuidado e de gestão. O bacana foi o estimulo das  experimentações em serviços de saúde para promover mudança de cultura Rede Perinatal e o debate sobre tecnologias de humanização do cuidado/gestão, fortalecendo o trabalho dos Apoiadores Institucionais junto às maternidades que compõem o Plano de Qualificação das Maternidades e Redes Perinatais da Amazônia Legal e Nordeste.

Os primeiros temas foram: 
Boas Práticas na Atenção Obstétrica
Abordagem do RN saudável: sala de parto e alojamento conjunto
( prefiram isso a berçário)
  Direito do acompanhante.(que é lei!)

Como fiquei admirada com o reconhecimento em discursão de que trabalhar em equipe : obstetra e enfermeiro obstetra , é possível executar todas as boas recomendações da OMS baseadas em evidências científicas. Além de me apresentar como doula, pois muito se falou bem da presença dela em maternidades como a Sofia Feldman ( BH ) e a Santa Marcelina ( SP)...





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Menino ou menina, dica para escolher e treinar ! (risos)

Quando se engravida pela primeira vez, a última coisa que importa realmente é o sexo do bebê, o que importa é que venha com saúde e que será muito amado. Mas há muitas familias que gostariam de escolher o sexo bebê, principalmente, quando já possuem outros filhos e querem ter a possibilidade de escolher qual o sexo do próximo herdeiro.

Após anos de estudos sobre a reprodução humana e a  fisiologia dos espermatozóides, se torna possível a prévia escolha do sexo do bebê com chance de 80% de acerto.

Para conseguir tal resultado é necessário saber a data exata da ovulação. Funciona para as mulheres que têm menstruação regular...como eu! É possível obter esta informação também através de um teste caseiro de fertilidade, que, normalmente são feitos pela medição de LH existente na urina.

Com o teste feito e a data da ovulação determinada, para os casais que pretendem ter uma menina, é necessário obter relações sexuais 2 dias antes da ovulação, para um menino, a relação deve ser no dia exato da ovulação.  Então aquela cena de casais correndo para ter relação na hora X .... é verdadeira. Isto se dá devido aos espermatozóides com cromossomo X (que determinam o sexo feminino) serem mais lentos e mais resistentes que os espermatozóides com cromossomo Y (que determinam o sexo masculino).

Sendo assim, os espermatozóides com cromossomo Y (masculino) chegam mais rápido ao óvulo, mas se o óvulo ainda não estiver lá, eles morrerão, dando tempo de os espermatozóides com cromossomo X (feminino) chegarem e fecundarem o óvulo.
Durante minha estadia no interior, as mulheres mais velhas dizem que se deitar com o marido do lado esquerdo nasce menina e do lado direito menino homem! ( risos) ...desse jeito embola tudo. Mas prestando atenção nas muitas barrigas das mulheres que em média tem 3 filhos...Se for de parir só homem, é escadinha seguida de filhos. Ou seja , elas acertam o dia da ovulação e nascem os meninos. 
Bem, é melhor procurar uma clinica de fertilização assistida, aqui na capital há uma de boa referência. Ou então : o que Deus mandou foi o melhor. E boa gestação!


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Influências das avós no aleitamento materno


O interesse pela amamentação exclusiva até os seis meses e como complemento até os dois anos, é o ideal para a saúde e alimentação da criança pois é no leite materno que se encontram as substâncias nutritivas e imunológicas indispensáveis para o metabolismo e desenvolvimento da criança. Nesse ideal, observam-se estudos e pesquisas sobre esta orientação e os resultados da realização das puérperas.
Vê-se que muitos países têm comportamentos distintos e que o vínculo familiar influencia o hábito saudável de amamentar durante os primeiros meses. E então, observamos como a avó e a determinação da mãe se chocam.
Nós profissionais de saúde sempre suspeitamos e inferimos: as avós se quiserem , acabam interferindo na amamentação dos netos incluindo água e chá na alimentação dos bebês, ou até leite artificial. Como elas sustentam suas experiências de amamentação frustrada, ou a idéia fixa de que a criança no peito fica grudada e atrapalha a mãe a fazer suas tarefas, acabam interrompendo o aleitamento exclusivo. Às vezes, até a chupeta é oferecida para que a criança que chora por algum motivo, seja acalentada pelo sugar do bico. Desta forma a mamada fica inacessível, o estímulo da sucção não ocorre, o leite diminui no peito, a criança continua a chorar e é saciada com a mamadeira. Este é um processo lógico que os agentes de saúde observam na comunidade adstrita dos programas de saúde da família. E que não é muito diferente das famílias de outras classes, as quais a puérpera tendo empregada em casa amamenta durante a licença maternidade, mas se for estar com a mãe esta trás as mamadeiras e bicos.
Porém as vovós modernas, que tiveram seus filhos cedo e esses têm seus netos em idade precoce também, nas poucas famílias que conheci, elas aprenderam a amamentar e orientam sua parente a fazer o mesmo.
Trabalhando com saúde pública aprendi sobre isso e observei que a gestante acompanhada aplica as orientações e estas são sustentadas dentro de casa. Eu não comento sobre mamadeiras ou leitinho. As avós estão presentes nas visitas puerperais ( até 15dias de pós parto) e eu parabenizo as que manifestam informações sobre mamas e leite materno. E como as crianças crescem diferentes, pelo detalhe da amamentação, principalmente se tratando de família de baixa renda. Quanto as de renda melhor, ainda temos muito trabalho para concorrer com as propagandas e marcas de leite.