quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cuidado de Pai ...não resisto (risos)


É fato que, em geral, os pais não são lá muito conhecidos pelo jeitinho delicado com os filhos (clique nesse blog), mas se você perguntar a um deles o que faz para acalmar o choro do seu bebê vai descobrir que, por amor e necessidade, ele provavelmente desenvolveu técnicas especiais para tranquilizar a criança. Me inspiro no meu irmão ...(risos) Confira algumas a seguir:

Ponha-se no lugar do bebê

Colocar uma música de ninar não vai matar a fome de um bebê faminto, e trocar a fralda não acabará com a dor na gengiva quando os dentes estão para nascer. Isso quer dizer que a primeira providência é descobrir porque ele está chorando. Parece óbvio, mas, quando o choro começa e não pára, muitas vezes os nervos da família falam ainda mais alto.

Tente o dedinho

Se não tem certeza do que está causando o choro, lave bem suas mãos e depois ofereça o dedinho para o bebê chupar. Essa é uma técnica bem melhor do que a famosa "toma que o filho é seu" direto para o colo da mãe. Lembre-se só de dobrar o dedinho, para que sua unha não machuque a boca da criança. Se o bebê começar a chupar seu dedo desesperadamente, é sinal de que é fome. Se começar a morder seu dedo, podem ser as gengivas incomodando.

Pegue uma bebida

Para o bebê, claro! Tente oferecer uma mamadeira morna de leite materno ordenhado ou de fórmula infantil para os maiores de 6 meses.

Balance

Os bebês adoram movimento, e um passeio para cá e para lá nos braços fortes do papai não poderia ser mais gostoso. Outra sugestão é o que o meu noivo fez uma vez:  Ele usou a cadeirinha do carro (do tipo bebê-conforto, que põe e tira facilmente) como uma espécie de cadeira de balanço para o bebê, bem apoiada em uma cadeira ou no chão mesmo (o jeito mais seguro). O benefício é que isso funciona também como exercício para os braços paternos e dos tios...risos

Dance

assim, também não...
Não tenha medo do ridículo, segure o bebê no colo de um jeito que for confortável e mande ver nos passos que souber. Dance devagar, movimentando-se para frente e para trás, com direito a umas voltinhas de vez em quando. Experimente cantar também. Sério. Qualquer coisa que vier à cabeça, desde que seja repetitivo e acompanhe o ritmo dos seus pés. Vá aos poucos diminuindo o volume de sua voz à medida que o bebê começar a se aquietar.

Seja um palhaço

Finalmente vai haver platéia para todas as suas bobagens. Vale careta, barulhos engraçados, se jogar no chão. Coloca um objeto na cabeça e deixa cair no chão, falando bem alto "De novo não!". Repita até que a criança pareça ter cansado da brincadeira. Isso pode levar um tempinho...

Cante

Rock, MPB, axé, sertanejo, rap. Tente música por música do seu repertório e veja o que mais agrada ao bebê. Não faça imposições, respeite o gosto do seu filho -- não fique decepcionado se a sua música preferida não for a dele também e continue cantando outras.

Coloque o bebê junto a seu corpo

Ponha o bebê em um daqueles acessórios de vestir tipo "canguru" ou simplesmente o carregue bem pertinho do seu corpo. O calor, ritmo do coração e o sobe e desce do seu peito ao respirar podem ser bastante reconfortantes para a criança.

Sente e espere

As mães muitas vezes acham que este método é duro demais e definitivamente masculino, mas, em certas ocasiões, bebês choram porque choram e só querem que os pais os ouçam. Se o bebê não parecer com fome, dor, cansado ou molhado e não quiser um colo ou um carinho, então deixe-o chorar pelo tempo que você aguentar.


Passe o bebê para a mãe

Pode ser que às vezes você tenha que contar com a mais antiga das técnicas paternas: entregar para a mãe e dizer que pelo menos tentou...Mas viu que essa foi a última das orientações...









(texto Babycenter adaptado)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Post Congresso Brasilia

Olá a todas,

Sou Fernanda enfa obstetra em Aju-SE. Fui ao congresso também , um para conhecer pessoas que só sei pela internet ou livros, e outra para me envolver mais na temática.

No encontro de doulas muitas de várias regiões com projetos pessoais ou voluntarias. Aqui em Aju o estado vai iniciar um grupo voluntário em maternidade de risco. Ver doulas de outros paises também me valeu muito, eu nem sabia o que era doula há dois anos atrás.


Fiz um curso sobre parto com distórcia com os médicos João e Pablo ( Sofia e Santa Marcelina) e a parteira Isabelle (Canadá) , interagindo com outros obstetras e parteiras (Venezuela, Camboja, Angola) , no fim sugiro o curso ASLO para quem atua em instituições.

 


Na conferencia fiquei entre as discursões de humanizaçao , casas de parto e parteiras. É bem verdade que sendo vários temas ao mesmo tempo eu ia e vinha para ouvir palestrantes como Heloisa Lessa , Mary, Silvéria, Hugo Sabatino, Simone Diniz, e outros... O trabalho de redução de mortalidade materna e infantil na região nordeste e amazonia estava em alta , o trabalho para melhorias estará na habilidade do profissionais porque iniciativas vão surgindo nas regioes desde a atenção básica ( com a participação das parteiras) até meio urbano em partos domiciliares planejados e as doulas nas instituições.

Vivencio a questao das DNV aqui no sertão onde trabalho, as crianças nascem em casa e os cartorios dificultam os registros de nascimento, mas saiu da conferencia uma carta relacionada sobre isso vindo de discursões de grupo: é programa do governo cada cidadão ter seu registro de nascimento, e os cartórios estão dificultando isso. Acredito que ser
á enviada para o MS, não sei bem , fora a Daphne quem falou no encerramento.

Também vivencio a dificuldade de escolha da gestante entre escolher um acompanhante pago : eu ou o marido , na hora de entrar na maternidade particular. Esse assunto foi dito pela Ana na mesa sobre o trabalho da doula - vamos continuar a denunciar sobre garantia do acompanhante.

A mesa sobre Violência Institucional na Atenção Obstétrica foi impressionante, na mesa tinha uma usuaria que fez um relato real de muitas e muitas gestantes/puerperas. Tinha uma advogada na mesa mas eu não pude ficar até que ela falasse, perdi. Acredito que ela ia nos orientar e instruir sobre o muito que se vê, se ouve, e se vivencia nas maternidades e que tem que parar de acontecer.

Por fim, não gostei de ter conhecido o Odent por skype ( risos) . E isso porque chegei a tempo de vê-lo antes de ser cancelado o vídeo e terminar a palestra ao som do homem falante.

Foi muito proveitosa a conferencia para mim. Ainda bem que tinha parentes por lá, senão ia me perder messsmoo com tantos endereços toscos...kkk

Abraços

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encontro Nacional de Doulas e resultados

Que bom me envonlver com tantas mulheres que acreditam que o parto é um momento único para a gestante e sua família. Me sentia vaga aqui no estado,mas que surpresa descobrir doulas voluntárias para a Lourdinha , semelhante ao projeto das doulas do Sofia em MG...Bons passos!! Bons partos!!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Planeje seu parto e informe-se!




Planejando cada etapa
Toda gestante pode ter um plano de parto, que é uma lista de desejos por escrito. No caso de um parto sem complicações, é perfeitamente possível que a equipe médica siga seu plano, que pode ser feito com o obstetra e deve ser levado, impresso, no dia do parto. “Os casais brasileiros estão percebendo cada vez mais que os médicos e profissionais da saúde bem-intencionados nem sempre têm respaldo científico que sustentem as práticas obstétricas comuns e que muitas dessas práticas são adotadas simplesmente por serem parte de uma tradição médico-hospitalar”, afirma Ana Cris Duarte, do site Amigas do Parto.“O pai ou mesmo a mãe pode ter uma conversa prévia com o neonatologista, com o anestesista, com os enfermeiros. Explicar suas preferências. Mostrar o plano de parto para eles e combinar a possibilidade dele ser respeitado”, recomenda a psicóloga e doula Clarissa Khan. É indicado que seu plano de parto tenha indicações tanto para um trabalho de parto normal, quanto para uma cesariana.

O que pode constar em um plano de parto:
- O local onde você deseja parir: em casa, na casa de parto, no hospital?
- Quem serão seus acompanhantes.
- Desejos como liberdade de caminhar, uso da água no trabalho de parto, liberdade para ingestão de alimentos e bebidas, aparelho de som ligado no momento do parto, luz baixa.
- Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica.
- Rompimento espontâneo da bolsa d’água.
- Clampeamento do cordão umbilical apenas depois que ele parar de pulsar, com o corte feito pelo pai.
- Bebê colocado imediatamente no colo da mãe (ou sobre a barriga ou nos seus braços).
- Bebê amamentado assim que possível.
-Tirar fotografias ou filmar o parto.

Pesquise, informe-se e decida!
Conheça importantes pesquisas que fortalecem a corrente do parto humanizado:
- A questão do clampeamento do cordão umbilical
O cordão umbilical é um elo entre mãe e filho de vital importância. É por ele que a placenta faz a troca gasosa com o feto e envia os nutrientes necessários para seu desenvolvimento. Quando a criança nasce, o cordão umbilical, ainda ligado à placenta, continua enviando sangue oxigenado. Dando tempo para que os pulmões do bebê se adaptem às novas condições e realize os movimentos de inspiração e expiração sem pressa. De forma gradativa. Enquanto o cordão umbilical pulsa, ele ainda está fazendo a troca. Levando em consideração estudos que apontavam que o corte tardio do cordão umbilical, e não imediato, reduzia o risco de anemia em crianças (por aumentar a concentração de hemoglobina e ferro no sangue), a pesquisadora e pediatra Sônia Venâncio pesquisou, no ano de 2006, as consequências do corte imediato do cordão umbilical, praticado em grande parte dos partos e apoiado nos seguintes argumentos: ele preveniria a icterícia, a policitemia e a anemia materna.
Sônia analisou 109 casos de cortes imediatos e 115 casos de cortes tardios, investigando a relação do clampeamento do cordão umbilical com a diminuição dos estoques de ferro em bebês com até 6 meses de vida. Os resultados encontrados confirmaram os benefícios do corte tardio por, de fato, aumentar o estoque de ferro. E, desmitificando a antiga crença, não foram verificadas no estudo maior frequência de icterícia, policitemia ou complicações maternas decorrentes do clampeamento tardio do cordão umbilical. “Deve-se permite que a função pulmonar se estabeleça gradualmente. Para que o bebê possa expelir as secreções com tranquilidade e respirar de maneira mais fisiológica”, adverte o obstetra Thomas Gollop.

- Ultrassonografias
Um estudo da pesquisadora Maria do Carmo Leal apontou que muitos filhos de cesarianas eletivas (pré-marcadas) nascem antes do tempo ideal. O motivo seria o fato das ultrassonografias terem uma margem de erro que nem sempre é considerada. Muitas crianças acabam nascendo imaturas, com 35 a 36 semanas (pré termo tardias), quando os médicos achavam que ela tinha 38 semanas. “O bebê nasce com desconforto respiratório, angústia e, em vez de amadurecer no ventre materno, acaba indo para uma máquina incubadora. E ninguém explica para a mãe, que fica angustiada, o que realmente desencadeou a internação do recém-nascido. Isso é um problema sério. A natureza tem sua sabedoria. O trabalho de parto indica a maturidade da criança, inicia na hora certa”, alerta a médica Daphne Rattner.

Fique atento
No documento divulgado pela Organização Mundial de saúde, algumas práticas comuns na condução do parto normal são classificadas, com base em evidências científicas e em debates de profissionais. Separamos as mais populares:

1. Uso rotineiro de enema (lavagem intestinal):
O que diz a OMS: os enemas supostamente estimulam as contrações uterinas e o intestino vazio facilitaria a descida da cabeça do bebê pelo canal vaginal. Também evitaria contaminação. Entretanto, essa é uma prática incômoda que apresenta risco de lesão intestinal.
O que dizem os estudos: dois estudos (Rommey e Gordon, 1981, e Drayton e Rees, 1984) não detectaram efeitos sobre a duração do trabalho de parto ou sobre infecção neonatal ou infecção da incisão de episiotomia.

2. Uso rotineiro de tricotomia (raspagem dos pelos pubianos)
O que diz a OMS: a tricotomia é considerada desnecessária e somente deve ser realizada a pedido da mulher.
O que dizem os estudos: são de 1922 (Johnston e Sidall) e 1965 (Kantor) os estudos que derrubam a tese de que a tricotomia reduziria riscos de infecção e facilitaria a sutura. O uso rotineiro, pode, inclusive aumentar o risco de infecção pelos vírus HIV e da hepatite, tanto para o parteiro quanto para a parturiente.

3. Infusão intravenosa e suspensão da ingestão de líquidos e sólidos
O que diz a OMS: as opiniões sobre a necessidade de nutrição intravenosa durante o parto variam amplamente em todo o mundo. O trabalho de parto requer enorme quantidade de energia. Como não se pode prever sua duração, é preciso repor essas fontes de energia. A restrição severa da ingestão oral de alimentos pode levar à desidratação.
O que dizem os estudos: essa necessidade de energia é normalmente compensada por uma infusão intravenosa de glicose. Estudos que datam de 1980, 1981 e 1982 apontaram que o aumento da glicose acompanhava um aumento nos níveis maternos de insulina, o que pode levar a uma série de complicações, que podem ser evitadas com a simples oferta de líquidos e alimentos leves para a gestante ingerir.

4. Recomendação de que a gestante fique deitada
O que diz a OMS: ficar deitada durante o primeiro estágio do trabalho de parto afeta o fluxo sanguíneo uterino, podendo comprometer o estado fetal.
O que dizem os estudos: para publicações como Ambulation in labour e Upright posture and the efficiency of labor, a posição supina (deitada com a barriga para cima) também reduz a intensidade das contrações, interferindo no progresso do trabalho de parto. Ficar de pé está associado a uma maior intensidade e maior eficiência das contrações.

5. Administração de ociócitos e ruptura mecânica da bolsa d’água
O que diz a OMS: esse é um método de prevenção do trabalho de parto prolongado. Muitas vezes, essas ações são iniciadas de forma tão precoce, mesmo não apresentando nenhum motivo válido para tal.
O que dizem os estudos: um estudo controlado (O’Driscoll, 1973) verificou aumento considerável de desacelerações de batimentos cardíacos fetais após a ruptura precoce da bolsa. Quanto à infusão de ocitocina, não existem benefícios comprovados de seu uso. Sua infusão inibe a produção natural da ocitocina e pode deixar o trabalho de parto ainda mais doloroso.

6. Controle da dor por analgesia peridural
O que dia a OMS: a peridural fornece um alívio melhor e mais duradouro da dor que muitos outros métodos. Mas exige condições importantes: o trabalho de parto deve ocorrer em um hospital bem equipado e sobre a constante supervisão de um anestesista. Porém, com seu uso, há uma tendência para que o primeiro estágio do trabalho de parto seja mais longo.
O que dizem os estudos: um estudo americano recente apontou que o número de cesarianas aumentou quando a analgesia peridural foi usada durante o trabalho de parto.

7. Uso liberado da episiotomia
O que diz a OMS: a episiotomia é um corte cirúrgico feito na região do períneo. Ele visa facilitar ou acelerar a saída do bebê e evitar uma laceração de terceiro grau. Porém, uma vez que a incidência de laceração de segundo grau é de cerca de 0,4%, o diagnóstico perde seu significado. Não existem evidências de que seu uso rotineiro seja benéfico.
O que dizem os estudos: o uso liberal da episiotomia está associado a maiores taxas de traumatismo ao períneo. Com ou sem o uso do método, mulheres tiveram um grau comparável de dor perineal avaliada aos 10 dias e 3 meses após o parto.

Jornalista FERNANDA SEIXAS - Correio Braziliense

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DE QUE MORREM OS PEQUENINOS DE JESUS?


Extrato da Tese de Doutorado
Profª Drª Maria Pontes de Aguiar Campos
                                                             Universidade Federal de Sergipe
 
...... e, tomando-os nos seus braços,
e impondo-lhes as mãos, os abençoou”. (Marcos 10:13-16)
 
A mortalidade infantil é um extraordinário indicador das condições de saúde de uma população, das condições socioeconômicas desta população, da eficácia dos serviços de saúde (VERMELHO, 2002; VICTORA, 2001) da renda per capita, do nível de desigualdade de renda (SOUSA; LEITE FILHO, 2008), enfim, da qualidade de vida de uma população.
Diversos estudos, entre eles Mello-Jorge, Gotlieb e Laurenti, (2001); Victora e Barros, (2001) mostram estar havendo um declínio do óbito infantil no Brasil desde as primeiras décadas do século XX, estando associado a intervenções ambientais - melhoria e ampliação do saneamento básico, especialmente no que diz respeito ao número de domicílios abastecidos com água potável, avanços da medicina, ao aumento da oferta de serviços do SUS, ao aleitamento materno, à terapia de reidratação oral (soro caseiro) aumento da cobertura vacinal. aumento do nível educacional da população, melhoria nutricional e das condições de vida de uma maneira geral.
Apesar dos declínios nas taxas de mortalidade infantil, no Brasil ainda persistem patamares elevados quando se compara com o mundo desenvolvido (CIA, 2009). Essa proporção elevada de mortes infantis poderia a maioria, ser evitada se os Direitos Fundamentais à vida e à saúde da criança fossem respeitados, direitos esses efetivados desde 1988 com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Resolução nº. 41 sobre os Diretos da Criança e do Adolescente Hospitalizados (BRASIL, 1988; BRASIL, 1990; BRASIL, 1995; BRASIL, 2006).
Embora a mortalidade infantil tenha declinado, o Brasil foi classificado em 63o lugar entre 145 países ordenados de forma decrescente em termos de mortalidade infantil, e o terceiro pior índice da America Latina (CIA, 2010), traduzindo-se numa situação bastante constrangedora. A região Nordeste é a mais vulnerável do Brasil à mortalidade infantil. Sua taxa equivale a mais que o dobro das demais regiões da federação, sendo que Sergipe apresenta o quarto pior índice da região Nordeste (CIA, 2010).
A responsabilidade dos serviços de saúde está diretamente vinculada ao conceito de morte evitável. Malta et al. (2007, p.234) definem como mortes evitáveis aquelas que podem ser preveníveis total ou parcialmente, por ações dos serviços de saúde.
Nosso estudo evidenciou várias causas de mortes nas crianças Aracajuanas, entre elas destaca-se em ordem de maiores percentuais: baixo peso ao nascer (≤ 2.500g) prematuridade (≤ 37 semanas de gestação), restrição grave do crescimento intra-uterino, não realização do pré-natal, o hábito das mães de ingerir bebidas alcoólicas durante a gestação, mães solteiras entre outras com menores percentuais como desnutrição e diarréia. Observou-se especialmente que 87,1% dos óbitos ocorridos na grande Aracaju poderiam ter sido evitados por ações simples e de baixo custo. È importante ressaltar que essas mortes, por serem evitáveis, são eticamente inaceitáveis.
Conclui-se que este alto percentual de MORTES INFANTIS PODERIA NÃO TER OCORRIDO se os governantes e os serviços de saúde tivessem oferecidos uma assistência mais comprometida e mais respeitosa, ou seja, uma assistência  de qualidade ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido. Por fim, conclui-se que se tem um longo caminho a percorrer para respeitar plenamente os direitos sociais da população como um todo e infantil em particular. Tais direitos são desrespeitados especialmente porque faltam a uma parcela significativa de gestores e profissionais da saúde um profundo conhecimento de DEUS e obediência aos seus ensinamentos.

                               (texto da Revista Cristão em Foco, Aracaju)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lei do Acompanhante no Parto - Nosso direito não está À VENDA!!!!


          Estudos científicos comprovam: A presença de um acompanhante no momento do parto traz diversos benefícios, como diminuir as taxas de cesárea, diminuir a duração do trabalho de parto, diminuir os pedidos de anestesia, além de ajudar a evitar a depressão pós-parto e influenciar positivamente na formação dos laços afetivos entre os membros da família.

         A partir de uma denúncia que relatou a cobrança de taxa em um hospital em Cuiabá-MT, o Ministério Público Federal no Mato Grosso firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os hospitais particulares locais. Agora, todos eles terão de permitir a permanência do acompanhante de livre escolha da parturiente gratuitamente no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato e afixar cartazes informando os direitos das gestantes.

         Existe uma lei n.º 11.108/2005, que altera a Lei do SUS (Lei nº 8.080/90), para garantir às mulheres que darão à luz o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.

         O curioso sobre esta lei é que nem todos a conhecem. Resultado: médicos que se recusam a permitir a presença do acompanhante e gestantes que não sabem do direito que elas têm.

         Se você foi impedida de ter seu acompanhante nesse momento tão delicado que é o nascimento de um filho, DENUNCIE.
 
       Se cobraram uma taxa para a entrada do seu acompanhante no parto, para a roupa (taxa de paramentação), para ele pernoitar, para a alimentação do acompanhante, DENUNCIE.
 
        Se impediram a entrada do seu acompanhante por ser homem, ou por ser mulher, ou por não ser o pai, DENUNCIE.
 
       Toda mulher tem direito de ter um acompanhante de sua livre escolha no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato.Todo plano de saúde é obrigado a cobrir as despesas de um acompanhante por esse período. É obrigado a cobrir a taxa de paramentação, a alimentação e a acomodação adequada para pernoite.

        Se você se sentir mais a vontade, peça "sigilo de dados pessoais" em sua denúncia.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma a cada quatro mães não sabe amamentar


GABRIELA CUPANI
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Apesar de tantas campanhas e de ninguém questionar as vantagens,
uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar.


O estudo, do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí, foi apresentado em um congresso de bancos de leite, que aconteceu em Brasília.

       A pesquisa avaliou 1.800 mulheres que deram à luz entre fevereiro e março deste ano. Delas, 435 -24% do total- apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê.
      O que justifica o índice, diz a nutricionista Vanessa Paz Lima, coordenadora do levantamento, é a falta de informação sobre os modos corretos de amamentar e de prevenir esses problemas.
       "Falta educação", concorda a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "É preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois." A mama cheia, que foi o problema mais recorrente, está diretamente relacionada à falta de informação. Se a mãe não sabe que deve alimentar o bebê periodicamente, o peito enche e o bebê só vai abocanhar o bico, o que pode levar a fissuras.
        "O correto é que ele abocanhe toda a região da aréola, que é onde ficam os sacos de leite, e não o bico", explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.
        Para isso, a posição correto do bebê é fundamental: a cabeça deve estar recostada na curva do braço da mãe e o corpo alinhado ao dela.
        O mau posicionamento também pode até causar fissuras nos mamilos, o que leva a dores nas mamadas.
        Nesses casos, recomenda-se que a mãe hidrate o bico do seio com o próprio leite ao final da mamada. "Ele também protege contra infecções", diz Danielle Silva. 

            Atendi a B* semana passada e mesmo tendo trabalhado com ela no pré-natal e grupo de gestante, me surpreendi na visita pós-parto por ela pensar que a mama dura era o ideal para amamentar. A mama ingurgitada estava fazendo seu nenê mamar errado, fazendo com que ele ficasse irritado, deixando margem para pensar que o leite não estava sustentando. Me alertou para reforçar mais ainda sobre amamentação nos encontros mensais.



 

domingo, 3 de outubro de 2010

Curso de Gestante em Aracaju

Boas notícias,

Estaremos no mês que vem novamente lá no Planeta Bebê. A Aline já está programando os dias! Passem lá agora no dia das crianças e se inscrevam. Lembrando : preciso que os pais ou avós esteja junto com você gestante, para acompanhar e aprender juntos.


 Abraços

Incentivo ao uso do Sling

Eu sou adepta ao sling. Ainda não vejo muito como em outras cidades. Fiquei feliz em ver na universidade numa passadinha que tive de estar lá. Pra quem pensa que maltrata os nenês, não é verdade. Aprende-se a usar e colabora muito no vínculo com o bebê, na amamentação, no crescimento. Se não fosse assim, os prematuros estariam sendo maltratados em Método Canguru. Conhecem? Esse mês comemora-se dia 10 a Semana Nacional de Incentivo ao Uso do Sling. Iniciativa bacana, um dia conseguiremos trazer para cá, por enquanto, quem estiver na capital vizinha clica aqui e vê lá a programação. 

Olha eu com a Larinha Brandão ...beeijoos muito minha linda e Feliz Aniversário aí de longe! 


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perda de peso pós-parto reduz risco de incontinência urinária, diz estudo

        Muitas pessoas acreditam que os quilinhos adquiridos durante a gravidez - particularmente na região do abdome - podem aumentar os riscos de incontinência urinária da mulher após o parto. Porém um novo estudo sugere que o que realmente influencia as chances de a nova mamãe ter vazamentos involuntários de urina é o peso perdido após o nascimento do bebê.
        Segundo os pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, a incontinência urinária é associada à gravidez por si só, com muitas mulheres tendo o problema durante a gestação e, em algum momento da vida após o nascimento, principalmente quando tiver sido por parto normal. Entretanto, a análise de 13 mil mulheres durante sua primeira gravidez mostrou uma fraca relação entre o ganho de peso na gestação e o risco de incontinência urinária nesse período, e não foi observada nenhuma relação entre esse ganho de peso na gravidez e os riscos de incontinência seis meses após o nascimento.
        Por outro lado, o peso após a gestação pareceu ter influência no risco. Aquelas que perderam mais peso após o parto apresentaram menor risco de ter incontinência urinária: entre as mulheres que tiveram incontinência na gestação, cada quilograma perdido após o parto reduzia em 2% o risco de permanecer com o problema seis meses após o nascimento. E as que engordaram após a gravidez pareciam ter maior probabilidade de ter o problema de vazamento involuntário de urina seis meses mais tarde.
        Os especialistas destacam que os resultados são surpreendentes. “Por décadas, os obstetras assumiam que o ganho de peso durante a gestação, em grande medida, poderia explicar o pico de incontinência urinária durante a gravidez, mas faltam as provas científicas da hipótese”, destacou o pesquisador Stian Langeland Wesnes, acrescentando que outros fatores devem desencadear o incontinência nesse período da vida da mulher.
        No entanto, os autores não sabem explicar as razões de o peso adquirido apenas após a gravidez ter influência nesse risco. Uma possível razão seria o fato de que, entre as mulheres não grávidas, o maior contribuinte para o ganho de peso seja a gordura corporal, enquanto as gestantes ganham peso principalmente por causa do feto, da placenta e de fluidos corporais. Por isso, eles especulam que esse aumento no risco das mulheres não grávidas se deve a algum fator associado à gordura, como possíveis alterações hormonais.
Fonte: American Journal of Epidemiology. 20 de agosto de 2010.
         Por volta de 1945, o médico ginecologista norte americano Arnold Kegel (pronuncia-se Kêguel) reparou que suas pacientes que sofriam de incontinência urinária após a gestação apresentavam quase sempre um visível enfraquecimento da MAP. A partir desta correlação ele imaginou que o fortalecimento da MAP deveria corrigir a incontinência urinária, e o guiou a desenvolver uma série de exercícios para a reabilitação desta musculatura, conhecidos hoje como Exercícios de Kegel em sua homenagem.
         Kegel descreveu resultados surpreendentes: praticamente todas as pacientes tiveram resultados positivos. Foi registrado, em todas elas, no mínimo alguma redução na incontinência, sendo que em alguns casos o problema havia sido totalmente eliminado. Interessante , não é? Clique aqui e exercite-se.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chegou a hora? É possível ter contrações e não estar em trabalho de parto?

Sim. As constrações são como fortes dores menstruais.Seu bebê pode nascer 15 dias antes da data provável ou quase 15 dias depois. Você pode estar em falso trabalho de parto se seu colo do útero não estiver dilatando (o médico pode confirmar isso em um exame).Se as contrações forem irregulares e não forem ficando cada vez mais intensas ou se a cólica forte que você sente na barriga ou nas costas melhorar logo, tome um banho morno ou peça uma massagem.

Não é nada impossível ter contrações por três dias seguidos e mesmo assim não estar oficialmente em trabalho de parto. Principalmente em mulheres que serão mês pela primeira vez. Se as contrações vierem em intervalos de cinco minutos, depois sete, depois oito, depois cinco, depois oito de novo, é provável que o corpo esteja só treinando. Arme-se de paciência e acompanhe as contrações, até elas pegarem ritmo e força. Caminhe, sente, levante, dançe, chore, rebole, assista televisão, coma. O tempo passa.

Dá para saber se o trabalho de parto vai acontecer logo?

Às vezes. Embora você não saiba de nada, seu corpo começa a se preparar para o parto antes de o bebê nascer. Quando o trabalho de parto de verdade começa, em muitas mulheres o colo do útero já tinha começado há tempos a dilatar e afinar.

Também são sinais da aproximação do trabalho de parto:

• O bebê encaixa (a barriga fica mais baixa)
• Aparecimento de um "sinal" (uma secreção mucosa amarronzada ou com rajas de sangue)
• Contrações de treinamento mais frequentes e mais fáceis de notar.
 
Se nós conseguimos acompanhar a dinâmica do seu parto dentro da maternidade, você pode escolher estar em sua casa vivenciando seu trabalho de parto bom e ir para maternidade apenas parir. Basta estar bem informada dos sinais de trabalho de parto e acompanhada de alguém que te passe calma e tranquilidade para que tudo ocorra bem. Converse isso durante o pré natal.

Práticas em obstetrícia que reduzem a mortalidade infantil

      Essa semana que passou participei de um videoconferência como estratégia de Redução da Mortalidade Infantil nas regiões da Amazônia legal e Nordeste pelo Ministério da Saúde. O ciclo de debates é uma estratégia de atualização profissional em temas prioritários para a Redução da Mortalidade infantil, tendo em vista o compromisso para acelerar a Redução das desigualdades da Região Nordeste e Amazônia Legal.
     Tendo o intuito de circular experiências de humanização no campo da atenção obstétrica e neonatal e disseminar tecnologias de cuidado e de gestão. O bacana foi o estimulo das  experimentações em serviços de saúde para promover mudança de cultura Rede Perinatal e o debate sobre tecnologias de humanização do cuidado/gestão, fortalecendo o trabalho dos Apoiadores Institucionais junto às maternidades que compõem o Plano de Qualificação das Maternidades e Redes Perinatais da Amazônia Legal e Nordeste.

Os primeiros temas foram: 
Boas Práticas na Atenção Obstétrica
Abordagem do RN saudável: sala de parto e alojamento conjunto
( prefiram isso a berçário)
  Direito do acompanhante.(que é lei!)

Como fiquei admirada com o reconhecimento em discursão de que trabalhar em equipe : obstetra e enfermeiro obstetra , é possível executar todas as boas recomendações da OMS baseadas em evidências científicas. Além de me apresentar como doula, pois muito se falou bem da presença dela em maternidades como a Sofia Feldman ( BH ) e a Santa Marcelina ( SP)...





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Menino ou menina, dica para escolher e treinar ! (risos)

Quando se engravida pela primeira vez, a última coisa que importa realmente é o sexo do bebê, o que importa é que venha com saúde e que será muito amado. Mas há muitas familias que gostariam de escolher o sexo bebê, principalmente, quando já possuem outros filhos e querem ter a possibilidade de escolher qual o sexo do próximo herdeiro.

Após anos de estudos sobre a reprodução humana e a  fisiologia dos espermatozóides, se torna possível a prévia escolha do sexo do bebê com chance de 80% de acerto.

Para conseguir tal resultado é necessário saber a data exata da ovulação. Funciona para as mulheres que têm menstruação regular...como eu! É possível obter esta informação também através de um teste caseiro de fertilidade, que, normalmente são feitos pela medição de LH existente na urina.

Com o teste feito e a data da ovulação determinada, para os casais que pretendem ter uma menina, é necessário obter relações sexuais 2 dias antes da ovulação, para um menino, a relação deve ser no dia exato da ovulação.  Então aquela cena de casais correndo para ter relação na hora X .... é verdadeira. Isto se dá devido aos espermatozóides com cromossomo X (que determinam o sexo feminino) serem mais lentos e mais resistentes que os espermatozóides com cromossomo Y (que determinam o sexo masculino).

Sendo assim, os espermatozóides com cromossomo Y (masculino) chegam mais rápido ao óvulo, mas se o óvulo ainda não estiver lá, eles morrerão, dando tempo de os espermatozóides com cromossomo X (feminino) chegarem e fecundarem o óvulo.
Durante minha estadia no interior, as mulheres mais velhas dizem que se deitar com o marido do lado esquerdo nasce menina e do lado direito menino homem! ( risos) ...desse jeito embola tudo. Mas prestando atenção nas muitas barrigas das mulheres que em média tem 3 filhos...Se for de parir só homem, é escadinha seguida de filhos. Ou seja , elas acertam o dia da ovulação e nascem os meninos. 
Bem, é melhor procurar uma clinica de fertilização assistida, aqui na capital há uma de boa referência. Ou então : o que Deus mandou foi o melhor. E boa gestação!


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Influências das avós no aleitamento materno


O interesse pela amamentação exclusiva até os seis meses e como complemento até os dois anos, é o ideal para a saúde e alimentação da criança pois é no leite materno que se encontram as substâncias nutritivas e imunológicas indispensáveis para o metabolismo e desenvolvimento da criança. Nesse ideal, observam-se estudos e pesquisas sobre esta orientação e os resultados da realização das puérperas.
Vê-se que muitos países têm comportamentos distintos e que o vínculo familiar influencia o hábito saudável de amamentar durante os primeiros meses. E então, observamos como a avó e a determinação da mãe se chocam.
Nós profissionais de saúde sempre suspeitamos e inferimos: as avós se quiserem , acabam interferindo na amamentação dos netos incluindo água e chá na alimentação dos bebês, ou até leite artificial. Como elas sustentam suas experiências de amamentação frustrada, ou a idéia fixa de que a criança no peito fica grudada e atrapalha a mãe a fazer suas tarefas, acabam interrompendo o aleitamento exclusivo. Às vezes, até a chupeta é oferecida para que a criança que chora por algum motivo, seja acalentada pelo sugar do bico. Desta forma a mamada fica inacessível, o estímulo da sucção não ocorre, o leite diminui no peito, a criança continua a chorar e é saciada com a mamadeira. Este é um processo lógico que os agentes de saúde observam na comunidade adstrita dos programas de saúde da família. E que não é muito diferente das famílias de outras classes, as quais a puérpera tendo empregada em casa amamenta durante a licença maternidade, mas se for estar com a mãe esta trás as mamadeiras e bicos.
Porém as vovós modernas, que tiveram seus filhos cedo e esses têm seus netos em idade precoce também, nas poucas famílias que conheci, elas aprenderam a amamentar e orientam sua parente a fazer o mesmo.
Trabalhando com saúde pública aprendi sobre isso e observei que a gestante acompanhada aplica as orientações e estas são sustentadas dentro de casa. Eu não comento sobre mamadeiras ou leitinho. As avós estão presentes nas visitas puerperais ( até 15dias de pós parto) e eu parabenizo as que manifestam informações sobre mamas e leite materno. E como as crianças crescem diferentes, pelo detalhe da amamentação, principalmente se tratando de família de baixa renda. Quanto as de renda melhor, ainda temos muito trabalho para concorrer com as propagandas e marcas de leite.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O primeiro dia do recém nascido e seus cuidados.





Bebês são lindos, cheirosos, fofíssimos, graciosos e dá vontade de levar para casa. E  eles são mesmo! Precisamos cuidar deles com amor e carinho, e principalmente com atenção. Quando os bebês nascem, eles precisam ter seus primeiros cuidados. 
O bebê deve ser tocado e acariciado imediatamente após o nascimento. Ele deve ter o calor da mãe quase continuamente durante este tempo, caso contrário, todo o contato físico com o mundo não é suficiente. Ê o que chamamos de contato pele a pele – receber seu filho em seu corpo quentinho assim que ele nasce.  Pesquisas tëm mostrado que o contato entre a mãe e o seu filho recém-nascido durante as primeiras horas após o nascimento pode estabelecer padrões que duram uma vida inteira e são extremamente difíceis de mudar mais tarde.
A depender da via de parto a mãe consegue vivenciar contato pele a pele sem problema algum, até mesmo em parto cirurgico quando a criança nasce bem. Em algumas maternidades as mães já amamentam ainda na sala de parto, em outras, infelizmente, as crianças são levadas para berçários quando hoje em dia se preconiza alojamentos conjuntos .Converse com seu médico sobre isso durante o prenatal e visite as maternidades para conhecê-las.
Enfa Fernanda

Busca pela introdução nossa nos planos de saúde

Como no Brasil a tendência é ter altas taxas de cesáreas em maternidades privadas, toda interferência médica deveria ser feita sobre critérios rigorosos. A mulher grávida orientada e instruída durante o período gestacional teria muitas oportunidades durante o pré-natal de tomar decisões e escolher alternativas sobre exames, procedimentos, condutas e tipo de parto, atuando como protagonista, potencializando sua capacidade inata de dar a luz.


A atuação da equipe multiprofissional na rede privada é fundamental para orientação da gestante com relação a preparação do parto e o processo fisiológico de parir. No propósito de que a mesma seja ativa no momento da gestação, tendo controle do seu parto, sentindo satisfação e tranqüilidade no esplendor do nascimento.

A legitimidade da assistência prestada pela Enfermeira Obstetra como educadora perinatal é um fato, onde os bons resultados são comprovados em nível nacional e internacional. Seguindo as tendências mundiais de Childbirth Educators ou Educadora Perinatal, propagados por Grupos como Lamaze, HUMPar, REHUNA e outras organizações não governamentais engajadas na proposta de maternidade ativa e parto normal como direito reprodutivo da mulher, baseando-se em evidências científicas na gestação.

Acreditamos que o grande paradigma desta profissão seja apresentar o modelo próprio de cuidado a gestante que privilegia a participação ativa da mulher no processo de dar à luz. Valorizando todo saber técnico-científico refletido na qualidade da assistência prestada, ajudando a reduzir o índice de morbimortalidade perinatal e materna, aumentando e até mesmo, introduzindo a humanização, através da educação perinatal, no atendimento na rede privada.

sábado, 24 de julho de 2010

Não pude resistir : Vou homenagear os pais!!

Pais de plantão, é por estas e outras coisas que sempre reforço nos cursos que a gestante não deve ir sozinha para ouvir nossas orientações. Estamos erradas? Acredito que não. Vou sugerir a vocês um blog bacana de um PAI perdido nas idéias de parir e criar , mas que se achou depois e escreveu um livro genial e muito engraçado.
Para quem tem tempo de ler blogs...sugiro Bebês : manual de instruções que ele escreveu em 2008 (piadinhas de homem para os pais de primeira viagem).


  Aí...lembrei de uma de meu irmão com a filha dele ( minha sobrinha linda, irmã daquele nenê do banho no balde) em que ele filma ela ditando a tabuada do x1...1x1 UM 1x2 DOIS 1x3 TRES 1x4 QUATRO...entenderam? (risos) ...e ele deu o nome do vídeo: minha filha é um gênio.


Preparem-se para o dia dos pais, e feliz dias dos pais antecipado para os que já PARIRAM.
Abraços.
Enfa Fernanda

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Parto pioneiro na rede particular em maternidade de outro estado


Vocês ouviram quando eu comentei que já decidi onde eu pariria hoje se estivesse grávida?
Num apto na maternidade onde eu trabalho. Em algumas maternidades que eu tenho pesquisado , meu plano de parto seria possivel. Porém é através da vontade da gestante que se deve buscar o conforto e bem estar na hora de parir. Qual a minha alegria e surpresa por ver esta matéria de um plano de saúde sobre este parto vivenciado pela cliente. Na minha fotinha de cima fica faltando a bola, a escada, o banquinho...mas isso a doula levaria  pra mim.

Fernanda

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cooperando sobre a dúvida de tipo de parto.


 Falar deste assunto é sempre importante. Eu possuia dados de 2008 sobre partos e evidentemente, ao ler o texto de uma matéria de um siet de televisão reconhecemos umas respostas típicas (que já imaginávamos mesmo). Então, depende  de como a gestante cliente se posiciona também. Acreditem nisso. Empoderem-se que o Parto é Seu. Depois pesquise com seus profissionais se eles receberam o formulário da pesquisa que é citada no texto. Clique aqui e leia a matéria referida. 

Enfa Fernanda

Vocês sabiam disso?

EDUCAÇÃO PERINATAL

    A preparação para a experiência do parto já era ensinada e defendida desde a década de 30, quando estudiosos buscavam alternativas para a mulher diante da obstetrícia supermedicalizada. Todos tinham o objetivo de usar técnicas físicas ou psicológicas , não farmacológicas para a prevenção da dor no parto ensinadas e apresentadas durante o período gestacional.
    Grantly Dick-Real em 1933 passou a ensinar exercícios respiratórios, de relaxamento e de fortalecimento muscular às gestantes por acreditar que o medo e a tensão causavam a dor. Suas idéias ainda têm influenciado muitos autores e organizações mundiais atualmente. O médico Lamaze introduziu no Ocidente, na década de 50, um método de conscientização para gestante que visava exercícios, apoio psicológico e ensinamento à mulher sobre os mecanismos biológicos e fisiológicos do ciclo gravídico puerperal . Em 1965 o obstetra Robert A Bradley mostrou acreditar que o parto é um processo natural o qual as mulheres podem suportá-lo sem drogas ou intervenções. E que também os companheiros são um fator crítico no sucesso do parto. Muitos atribuem a ele os passos iniciais para a possibilidade de os pais estarem presentes na sala do parto.
    A preparação para o parto moderna expandiu seus horizontes a partir desses primeiros estudos. Objetivando proporcionar na mulher o sentimento de autoconfiança crescente a medida que o parto se aproxima. A educação Perinatal seria a oferta de serviço benéfica a gestante e seus familiares, ajudando a lidar com as experiências, a cuidar de si mesma durante a gravidez, bem como prepará-los para o parto e maternidade.
                                                  Ely Cecília e Fernanda Raquel , Enfermeiras Obstetras

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa do Mundo e Amamentação, Campanha da OMS. Show de bola!

A conquista de grandes feitos esportivos começa com a amamentação! O leite materno é tão essencial para a saúde e desenvolvimento da criança que pode ser realmente considerado o primeiro alimento dos campeões!


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Parceria com a Planeta

Após nossa colaboração social para os casais grávidos e a instituição, acreditamos que o Curso dado na Loja tenha sido um CONFORTO, SEGURANÇA, uma COISA BOA.
 Desejamos uma experiência maravilhosa de parto, e que a família continue linda como já é desde o começo da história de vocês. Ficamos sempre felizes em participar desse momento com tantas famílias.                                                 Abraços MamiAtiva


domingo, 30 de maio de 2010

Curso de Gestante em Aracaju

Próximo encontro no Planeta Bebê. A Ely estará nesta data, e como convidada a Fabiana psicóloga. Aguardamos por vocês.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Parir e proporcionar Nascer

                  Na capital está havendo um tumulto ao nascer...não sei se agora , ou porque estão focando nesses meses estratégicos. Bem, estou num grande dilema profissional concomitantemente. Respaldada por leis e resoluções de minha categoria, confesso que tenho boa vontade em fazer meu trabalho onde estou. Tendo sido convocada, sei que minhas atribuições serão distorcidas...porque afinal, de tanto tempo que não trabalho aqui porque " não têm necessidade de enfermeira obstetra" ... mês que vem vou entrar pela porta da frente, assumir meu lugar e ...provavelmente agradecer. Prefiro permanecer humanizada.

domingo, 11 de abril de 2010

Leiam este Texto da Dr. Melania SP sobre o parto domiciliar

Evidências científicas atestam segurança do parto domiciliar, diz obstetra
Por Melania Amorim*
A recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bündchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.
Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria do Guia do Bebê peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres.
Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.
O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco freqüente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.
Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: “Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America”.
O estudo incluiu 5 418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.
A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1 000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hospitalares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.
Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destacam-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.
O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529 688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: “Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births“.
Nesse estudo, mais de 300 000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160 000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intraparto (0,69% vs. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% vs. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.
Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam obstetrícia em nível superior e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário.
Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bündchen, estão aptas a prestar atendimento à mãe durante todo o parto, bem como assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas a médicos.
Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women” Essa revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno.  A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.
Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.
* Melania Amorim é médica obstetra com doutorado na Unicamp e pós-doutorado na Organização Mundial de Saúde (Genebra).
Publicado pela primeira vez em Buena Leche, aqui.
Para ler a matéria do Guia do Bebê sobre parto em casa que motivou a resposta da obstetra, clique aqui.

Gente tive que colocar na integra porque li a materia da revista, e pareceu que a médica entrevistada nunca tinha feito um parto.O site dela é o www.partocomprazer.com.br